Empreendedorismo num mundo lean-startup

É isso aí! Mais um ano indo embora e o que restou dele pra você? O que você evoluiu? Ou ainda, o que errou e aprendeu? Quando no ensino médio eu tinha uma “matéria” (disciplina) de filosofia achava aquilo uma besteira sem tamanho, da mesma forma quando estudei “cultura teológica” na minha faculdade. O que não esperava é que ao longo da minha vida, as coisas fossem se encaixando e você dando continuidade e praticidade a tais irrelevâncias. Já sou maduro o suficiente de entender que nenhum conhecimento é descartado. Que sabedoria e filosofia são dádivas incríveis do ser humano e que portanto devemos aproveitá-las.

Família

De que é o mais importante de tudo. É a base de sustentação que indiretamente norteia novos rumos a você. É o apoio nas horas difíceis e também o recanto de tranquilidade necessário para você seguir em frente. Que é uma relação em que não se deve esperar retorno, mas sim boas lembranças dos bons momentos. Seu caráter, moral e tantas outras qualidades e defeitos vieram deles, e que isso implica reações, e também incógnitas, durante toda sua vida. E que por fim você precisa continuar essa história, pois no final de tudo, é isso o que resta.

Amigos

Eles vão e vêm. Porém as verdadeiras amizades são preservadas ao longo do tempo. E como é confortante re-encontrar algum amigo especial e trocar histórias e risadas de situações vividas durante o tempo ausente. Que eles também tem seus problemas e você deve respeitar isso. E que jamais devemos ter a audácia de criar o seu destino, no máximo, estender a mão para levantá-lo novamente. De que o bacana de um amigo é ele ser diferente de você, e não igual a você!

Trabalho e carreira

São importantes até o ponto em que você consiga se sentir bem com o que faz. Que cometemos muitos erros, que devemos nos redimir de atos falhos e recordar apenas das conquistas alcançadas. Que pode ser recomeçado a qualquer tempo: seja noutra área ou outro cargo. Que você gasta muito tempo da sua vida trabalhando, portanto faça algo que faça sentido a você! Que te motive a chegar cedo e ir embora tarde quando isso for preciso, pois você pode estar fazendo algo que mude a vida de várias pessoas (diretamente e indiretamente). O mais importante de tudo, não deixe nunca de ser quem você é verdadeiramente.

Religião e mundo

A vida é um mistério. Que a paz no mundo, a liberdade de expressão e o direito a vida sejam princípios fundamentais de todas as nações. Que devemos ter compaixão pelo próximo, fazer o bem como se fosse a si mesmo e levar a esperança às famílias desorientadas. Conversar com os excluídos da sociedade, pois eles também fazem parte desta sociedade e portanto precisam de um conselho amigo. Que somos uma mistura de raças e culturas, e que portanto devemos respeitar os princípios éticos e morais de todos. Tenha fé e tome atitude para que outros possam ter as mesmas oportunidades que você teve!

Feliz natal e próspero ano novo!

O profissional do século XXI

Vou começar esse post com um relato pessoal que têm me incomodado:
A ascensão dos meus fios de cabelos brancos.

Pra quem já leu minha pequena biografia nesse blog, sabe que não sou nenhum velho barbudo, muito menos alguma pessoa extremamente importante a fim de ter essa dádiva de “profissional bem-sucedido” representado pela cor de seus cabelos. Mais incomodado fiquei, foi deles simplesmente acumularem de um único lado da cabeça. Isso me rendeu alguns estudos de anatomia do cérebro humano, o qual descobri que nosso lobo temporal vive um pouco sobrecarregado há pelo menos uns 20 anos, já que passamos a acumular informação DEMAIS em nossa memória. Como não somos nenhum robô, e ainda fazemos cálculos de binários por divisão, fiquei preocupado até que certo ponto aguentaríamos essa pressão.

Uma curiosidade é que vários colegas da mesma faixa etária, e profissão, tem apresentado os mesmos sintomas. Se isso tem influência com a cor do cabelo (algo como “led” queimado) sinceramente não faço a maior ideia, mas isso me fez chegar a uma boa conclusão: a dita geração Y têm se estressado demais. E com razão! Pegamos uma transição de mercado do estilo tradicional ao moderno, com inúmeros complexos e dogmas de rebeldia. Ainda sofremos pela falta de percepção de intra-empreendedorismo e novos meios de comunicação (sociais). Pra complicar um pouco mais, continuamos sendo taxados de ignorantes e guerrilheiros sem causa por determinada atitudes que REALMENTE fazem diferença em nossas vidas. Sei que isso tudo só me faz lembrar alguma cena hilária de Charlie Sheen dizendo “Get out, fucking bastard!”.

Confesso que já tentei entender o outro lado da moeda, tendo lido alguns livros entediantes de Recursos Humanos. Entretanto a única conclusão que tive é que deveríamos rescrever esta bíblia do zero. Poderia ter dado certo com meus pais ou avós, mas pra mim e meus futuros netos, isso simplesmente é dar um “tapa na cara” do crescimento econômico do Brasil. Temas como “movimentação de pessoal”, “cargos e salários” e “desenvolvimento pessoal” é algo tão clichê que sinceramente me dá vergonha alheia em ver tamanha motivação de quem ouve isso. Claro que isso pode dar certo, mas não pra qualquer empresa. A verdade é que existem empresas que nasceram para ser tradicionalistas, e outras que realmente precisam de um toque de criatividade a fim de não limitar fronteiras. Essa minha crítica construtiva tem relação justamente com o novo formato de empresas nascentes (melhor usar startup no termo hein!) e da dificuldade que elas têm em se moldurar no mercado. Você não possui qualquer referência de gestão deste tipo de empresa. Não possui metodologias “administrativas” e “organizacionais” ágeis e ainda precisa passar por provações de fracasso, quando na verdade aprendeu habilidades especiais para sua próxima “grande jogada”.

Concordo apenas o quão é difícil compreender e comportar realização profissional e pessoal. Porém vejo que isso não seria apenas de responsabilidade das empresas e da máquina pública governamental. Acho que é algo relacionado ao nosso ensino básico: princípios e caráter herdados de família, aprimorados na escola e filosofados numa faculdade (university of life). É muito fácil hoje em dia você se infectar com os vícios corporativos de uma empresa capitalista e desnortear todo um plano motivacional. Enfim, estou dando umas férias para relaxar a cabeça, pivotar algumas ideias e curtir o natal e ano novo em família.

Será que é tão difícil trabalhar e viver do que gosta?
A resposta está em você! A felicidade é só uma questão de ser.
Apenas tome uma atitude antes que a vida tome por você.

Certamente se não existissem as sociedades, diversos serviços populares hoje na internet teriam morrido ainda na fase de idealização. Sociedades também são importantes para o crescimento de empresas, seja na entrada de um sócio-investidor, seja na saída de algum dos co-fundadores. Entretanto, só ouvimos falar das histórias bem sucedidas. Quais os motivos que nos podem levar a uma sociedade de sucesso ou ainda de fracasso? Problemas em sociedades é algo bem mais comum do que se imagina. Não tenho nenhum dado estatístico sobre isso, mas tenho certeza que todo empreendedor já tenha passado por essa experiência. É a consequência da nossa ingenuidade.

Vamos “funilar” isso num contexto lean-startup.

1) Estrutura da equipe.
Dois programadores e ninguém focado nas finanças, marketing ou novos negócios. Então praticamente você começou errado! Se nenhum dos programadores tem alguma capacidade de se especializar nestas outras áreas, o melhor mesmo é procurar outro sócio. Quanto mais pessoas, mais difícil será a tomada de decisões e mais caro será manter seu orçamento do mês.

2) Afinidades.
Seu colega de trabalho, melhor amigo, parceiro, namorada, irmã e etc. Afinidade é importante, desde que quando respeitado o critério anterior, pois a sociedade é um relacionamento a longo prazo. Só tente deixar isso bem separado! É lamentável destruir uma amizade ou generalizar uma briga em família por conta dos negócios. Que tal deixar os objetivos alinhados?

3) Dinheiro ou troca de favores (priceless).
Capital é essencial, mas o ideal é que você dê o ponta-pé inicial e faça dinheiro rápido! Lembre-se que um sócio possui peso muito grande apenas por participar com dinheiro. Se você não planejar corretamente o investimento, no demais ficará amarrado a alguém com falsas esperanças.

4) Personalidade Popstar.
Ok, a pessoa pode ser renomada mas isto “pode” não implicar diretamente no desempenho dos negócios. Eike Batista já perdeu num único dia R$ 6  bilhões em ações. Porra ele é o Eike Batista, não precisa de dinheiro assim como você. Apesar da situação ser surreal, você entendeu o que eu quis dizer.

5) Assiduidade
Cobrar alguém por determinado papel ou atividade demonstra no mínimo falta de responsabilidade. Você não merece esse stress, tome uma atitude o quanto antes e volte a se concentrar no posicionamento de sua startup. Estender o problema só desgastará toda a equipe.

Para outros motivos, recomendo a leitura do livro Startup da Jessica Livingston!

Oportunidade

Costumo dizer que essa palavra tem um significado especial no Brasil. Por aqui, oportunidade não significa apenas almejar uma realização profissional, é um marco de mudança. Do empreendedor e de todos os envolvidos, inclusive indiretamente. A oportunidade faz gerar emprego, renda, movimenta a economia e transforma as pessoas com as lições aprendidas. Com tantos aspectos positivos, é evidente que ela é importante para uma nação, tal como o caso do Brasil.

Com tantos problemas a serem resolvidos e com tanta gente tentando obter uma oportunidade, nos deparemos num momento de garimpo ao ouro. É justamente nessa situação que devemos assegurar o controle do negócio, pois facilmente podemos perder o foco. A mesma cautela deve ser tomada ao ficar muito preso numa ideia, fora do contexto de aceitação do mercado: síndrome bullet-ball. Quando me deparo neste tipo de situação (agora ou nunca, pois amanhã já era) evito tomar decisões precipitadas, gosto de anotá-las num papel e deixá-las ali por alguns dias. Se ao reler, você sentir a mesma empolgação daquele momento, então certamente é uma ideia que deva ser mais bem explorada.

Revisões da sua ideia, sempre devem ser realizadas. O problema é você fazer isso a toda hora e não conseguir fechar o escopo básico do seu MVP (mínimo produto viável). Se existe algo que deva gastar mais que 30 dias pra ser desenvolvido, então certamente há algo errado no planejamento. Somente com o buzz do protótipo é que você irá validar o modelo de negócio. Quanto mais demora, mais recurso será investido sem qualquer garantia de retorno. Lembre-se, a oportunidade é momentânea e o público é bem exigente a ponto de você determinar o momento certo. Normalmente o primeiro que chega, é o que fica.

Outra questão interessante das oportunidades, é o fato do empreendedor abraçar várias delas ao mesmo tempo. Infelizmente nunca ouvi falar de ninguém que tenha alcançado a técnica da multi-tarefa. Bullshitagem, não existe qualidade na multi-tarefa. Ou você foca numa determinada atividade, ou então não obterá o resultado desejado, simples assim. Para tanto, pra desencargo de consciência é interessante jogá-las todas numa planilha e validar todos os quesitos potenciais.

Meu roteiro básico desse processo:

  1. Concepção da ideia.
  2. Marca e slogan do serviço.
  3. Grau de resolução do problema.
  4. Grau de inovação e impacto dos envolvidos.
  5. Escala de monetização da ferramenta.
  6. Escala do tempo de retorno do investimento.
  7. Plano de marketing para buzz da marca.
  8. Plano operacional para gestão dos seus limites.
  9. Plano financeiro para estabilidade dos serviços.
  10. Cenário de auto sustentabilidade do negócio.

Empreendedorismo na internet

Sem dúvida o mundo dos negócios nunca mais foi o mesmo depois que a internet ancorou o conceito de empresas 2.0. Um mundo sem fronteiras (ou quase), aberto 24 horas por dia, revitalizando velhas ideias e viralizando grandes multidões. No Brasil, especialmente nos últimos 10 anos tivemos grandes transformações com sua ascensão. Presença digital não é mais um fator diferencial, mas essencial.

Diante dessa corrida, muitas empresas passaram a surgir “da internet”. E o bacana de empreender na internet é que o negócio pode entrar em operação dentro de algumas horas, não meses como na burocrática abertura de empresas da legislação brasileira.  Você pode começar uma “nova empresa” na web sem se quer possuir CNPJ ou estabelecimento físico. O mercado também se adaptou a esse nicho informal: linhas telefônicas VOIP e “voilá”! Podemos entrar no mercado, explorar um nicho e quem sabe acertar a mega-sena do Google!

Devido a essa informalidade, também não há dados precisos do número de negócios que conseguiram almejar o sucesso. Ainda que seja mais fácil abrir um novo negócio, o perfil empreendedor ainda deve ser preservado e cada vez mais capacitado a enfrentar desafios diferentes do tradicionalismo 1.0.

O perfil empreendedor e seus objetivos de vida também determinam o tamanho dessa web-empresa. Há aqueles em que viver em home-office, sem patrão e com horários flexíveis seja suficiente o bastante para sua realização pessoal, e não há nada de errado nisso. O que vale aqui é o quanto você está determinado e inspirado a viver um novo dia em “sua” empresa. Motivação é a palavra.

O negócio poderá crescer e caberá a você escolher pela nova estrutura a ser estabelecida. Como dizia o tio Ben (homem-aranha), ”Com novos poderes, vem novas responsabilidades!”. E claro, se você não fizer ideia do que significa “oceano azul”, suas chances de sobreviver ao ano seguinte serão mínimas.

Por outro lado, existem também aqueles perfis da qual desejam criar impacto com seus negócios. Ideias revolucionárias que desencadeiam uma série de mudanças em nosso cotidiano. Criam novas tendências e enterram velhos conceitos.

Mas, aonde você quer chegar mesmo?
Identifique o seu perfil e priorize as coisas certas!

Hello world!

Yeah, it’s just “hello world” again! But it will be different! :)

Estou dando uma geral nas coisas! Enfim tomei vergonha na cara e criei minha página pessoal, dei um reset no antigo blog (de 2006 com posts inúteis) e estou ajeitando meu LinkedIn. Por anos promovi meu slogan em cima do GWI (freelances) e depois percebi o quanto estava errado. Não existe melhor marca a não ser você mesmo. É você que dá a força para encaixar as engrenagens, é você mesmo que cria e inova coisas em torno da sua vida inteira. Tudo começou a mudar depois que comecei a usar o Twitter (2008). Ali passei a expor minhas opinião e levantar aquele meu senso crítico e vontade de desabafar. Quem é heavy-user e trabalha com internet, sabe que ao longo do tempo seu MSN, Facebook e larilá passou a se tornar ambiente de trabalho. That’s wrong! Cuidado com o sufocamento digital! Separe as coisas e coloque-as em seu lugar.

Em relação a este blog, senti uma grande necessidade de discutir o assunto! Quem me conhece pessoalmente e acompanhou algumas iniciativas, sabe o quão sou viciado em empreendedorismo. Também tenho meus sonhos e estou na estrada já alguns anos. Projetos que não deram certos, outros em desenvolvimento, alguns em prospecção, enfim, tenho orgulho de todos eles! Crescemos e aprendemos com os erros, isso é excelente pois você ganha a tão difícil experiência de “tentar”! Aqui será meu espaço para refletir acontecimentos, experiências e também relatar a minha vivência com novas ideias.

See ya later! o/

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