Costumo dizer que essa palavra tem um significado especial no Brasil. Por aqui, oportunidade não significa apenas almejar uma realização profissional, é um marco de mudança. Do empreendedor e de todos os envolvidos, inclusive indiretamente. A oportunidade faz gerar emprego, renda, movimenta a economia e transforma as pessoas com as lições aprendidas. Com tantos aspectos positivos, é evidente que ela é importante para uma nação, tal como o caso do Brasil.

Com tantos problemas a serem resolvidos e com tanta gente tentando obter uma oportunidade, nos deparemos num momento de garimpo ao ouro. É justamente nessa situação que devemos assegurar o controle do negócio, pois facilmente podemos perder o foco. A mesma cautela deve ser tomada ao ficar muito preso numa ideia, fora do contexto de aceitação do mercado: síndrome bullet-ball. Quando me deparo neste tipo de situação (agora ou nunca, pois amanhã já era) evito tomar decisões precipitadas, gosto de anotá-las num papel e deixá-las ali por alguns dias. Se ao reler, você sentir a mesma empolgação daquele momento, então certamente é uma ideia que deva ser mais bem explorada.
Revisões da sua ideia, sempre devem ser realizadas. O problema é você fazer isso a toda hora e não conseguir fechar o escopo básico do seu MVP (mínimo produto viável). Se existe algo que deva gastar mais que 30 dias pra ser desenvolvido, então certamente há algo errado no planejamento. Somente com o buzz do protótipo é que você irá validar o modelo de negócio. Quanto mais demora, mais recurso será investido sem qualquer garantia de retorno. Lembre-se, a oportunidade é momentânea e o público é bem exigente a ponto de você determinar o momento certo. Normalmente o primeiro que chega, é o que fica.
Outra questão interessante das oportunidades, é o fato do empreendedor abraçar várias delas ao mesmo tempo. Infelizmente nunca ouvi falar de ninguém que tenha alcançado a técnica da multi-tarefa. Bullshitagem, não existe qualidade na multi-tarefa. Ou você foca numa determinada atividade, ou então não obterá o resultado desejado, simples assim. Para tanto, pra desencargo de consciência é interessante jogá-las todas numa planilha e validar todos os quesitos potenciais.

Meu roteiro básico desse processo:
- Concepção da ideia.
- Marca e slogan do serviço.
- Grau de resolução do problema.
- Grau de inovação e impacto dos envolvidos.
- Escala de monetização da ferramenta.
- Escala do tempo de retorno do investimento.
- Plano de marketing para buzz da marca.
- Plano operacional para gestão dos seus limites.
- Plano financeiro para estabilidade dos serviços.
- Cenário de auto sustentabilidade do negócio.